O Secretário Regional da Saúde anunciou na passada sexta-feira, em Angra do Heroísmo, um novo sistema de emergência de apoio a deficientes auditivos e da fala, baseado no uso do telemóvel, através do Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores (SRPCBA).
A nova linha permite aos utentes com necessidades especiais, perante uma emergência, solicitar socorro através do envio de um SMS.
“Criámos um serviço muito simples, em que, a partir do seu telemóvel, a pessoa inscrita nesta base de dados pode escrever uma mensagem de texto (SMS) e ela ser recebida aqui [na Sala de Atendimento e Gestão de Emergências, na sede do SRPCBA] e despoletar todo o processo de emergência e de socorro”, adiantou Rui Luís, que tutela a Proteção Civil.
Para terem acesso a este serviço, os interessados devem preencher uma ficha de inscrição, disponível no sítio do SRPCBA na Internet (www.prociv.azores.gov.pt) ou na página de Facebook, e enviá-la para o email srpcba@azores.gov.pt.
Em casos de emergência de saúde, acidentes, incêndios, agressão ou assalto, os utilizadores previamente inscritos têm apenas de enviar uma mensagem por escrito (SMS), com o tipo de emergência e a sua localização. Através do número de telemóvel, as equipas de emergência terão acesso aos dados fornecidos na ficha de inscrição, a fim de facilitar o socorro.
Segundo o Secretário Regional da Saúde, a medida dá resposta a uma lacuna detetada no sistema de emergência dos Açores, que não previa um atendimento específico para pessoas com problemas auditivos ou de fala.
“O sistema 112 recebeu recentemente um prémio europeu de reconhecimento pela forma como está instalado nos Açores, mas tínhamos esta lacuna. Aliás, ela surgiu por parte de uma doente oncológica que sentiu necessidade de contactar o serviço, mas que, em virtude de um problema na garganta, não o conseguia fazer”, salientou.
O Governo Regional dos Açores estima que o novo serviço possa ser utilizado por, pelo menos, 1050 pessoas que se sabe terem deficiência ou perda auditiva na Região, das quais 560 com surdez profunda.
No entanto, o número de potenciais utilizadores é maior, tendo em conta quadros clínicos temporários.
“Este sistema também está aberto a um conjunto de pessoas que, por alguma circunstância na sua vida, por terem tido um AVC ou alguma operação cirúrgica, não possam falar ou ouvir temporariamente”, explicou Rui Luís.
A AHBVF felicita o GRA/SRPCBA pela rápida solução que foi encontrada para o problema colocado pelo Presidente desta Associação, Dr. José Braia Ferreira, a 10 de março de 2017, a qual vem, em suma, dar resposta não só à cidadã faialense que despoletou a criação deste novo serviço, mas a toda a população açoriana que dele necessite.
Fontes: Portal do Governo Regional dos Açores e Jornal Açoriano Oriental / Foto: Portal do Governo Regional dos Açores.