Notícias

Liga dos Bombeiros Portugueses faz ultimato ao Governo

Geral • Segunda, 12 de Fevereiro de 2018

O Conselho Nacional Extraordinário da Liga dos Bombeiros Portugueses aprovou sábado (10 de fevereiro), "por unanimidade e aclamação", fazer um ultimato ao Governo, para que até 28 deste mês aceite as reivindicações do setor.

O Conselho Nacional Extraordinário da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) esteve reunido sábado, em Palmela, para fazer o balanço dos contactos mantidos com o Governo nos últimos dois meses.

"Decidimos priorizar um conjunto de situações que se resumem a dez propostas das 30 que nós temos", embora todas sejam "para manter", começou por dizer o presidente da LBP, Jaime Marta Soares.

"E se o Governo até ao dia 28 deste mês não nos der respostas concludentes, e que as aceita, nós vamos retirar o apoio" ao dispositivo dos incêndios florestais, por exemplo, e "também vamos pugnar para que nenhum comandante dos bombeiros participe nos CDOS [Comando Distrital de Operações de Socorro] como oficial de dia, ou seja, nas estruturas da Autoridade Nacional de Proteção Civil", acrescentou.

"Assumimos perante os portugueses que nunca os deixaremos, em circunstância alguma, entregues a si próprios; não deixaremos de defender até aos limites das nossas forças os portugueses", sublinhou Jaime Marta Soares. Contudo, "não vamos ser mais muletas do Governo, sabemos que sem nós não é possível responder aos portugueses nas áreas de socorro, de proteção civil. Ou o Governo aceita isto ou vai ter de responder aos portugueses pela leviandade das suas propostas", considerou.

"Os bombeiros estão a reclamar para poder servir melhor as populações, somos um parceiro de mão de obra barata altamente qualificada", apontou, tecendo críticas ao Governo e rematando que esta é uma questão "que é transversal a todos os Governos".

A LBP "ficou mandatada pelo Conselho Nacional para envidar todos os esforços que entenda, no sentido de levar a que o Governo aceite as nossas reivindicações", concluiu Jaime Marta Soares.

Recorde-se que, em dezembro, a LBP deu um prazo de 45 dias para obter respostas do Governo às propostas de reformas que defende para o setor, nomeadamente uma direção nacional dos bombeiros autónoma e independente, com orçamento próprio, um comando autónomo dos bombeiros, a criação de zonas operacionais e respetivos comandos operacionais, a instalação de mais 250 equipas especiais de primeira intervenção, a alteração do regulamento das equipas e massa salarial ou a criação de comissões distritais de reequipamentos.

Fonte: Notícias ao Minuto